Padrasto e mãe de criança de 2 anos agredida até desmaiar são indiciados por tentativa de homicídio

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A Polícia Civil concluiu o inquérito policial para apurar as agressões sofridas por uma criança de 2 anos, em Betim, na região metropolitana, no fim de abril. O padrasto e a mãe da menina foram indiciados por tentativa de homicídio e outros crimes.

Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Betim, o padrasto da criança, Philipe Emanuel, tentou matar a enteada por ciúmes da relação da companheira – a mãe da criança – com a filha.

O padrasto foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificado – com emprego de asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, com recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e feminicídio; tortura cometida no dia anterior; e lesões corporais passadas.

Já a mãe, que responde em liberdade, foi indiciada pelo crime de tentativa de homicídio e omissão relevante.

Segundo a Polícia Civil, no final de 2020, ela já havia sido denunciada anonimamente por maus-tratos ao Conselho Tutelar e também era investigada por omissão em relação às agressões sofridas pela filhinha de 2 anos.


Relembre o crime

No dia 26 de abril, testemunhas viram o suspeito agredindo a menina, que já tinha diversas lesões pelo corpo. Ele fugiu, e vizinhos levaram a criança desmaiada para o hospital, onde ficou internada por uma semana.

A babá da criança contou à Polícia Militar (PM) que estava na cozinha quando ouviu gritos da menina, que estava deitada em um colchão no chão do quarto. Quando ela chegou ao cômodo, a garota estava no colo de Philipe Emanuel, companheiro da mãe.

A mulher tentou pegar a criança e viu que ela estava desacordada. A babá começou a gritar por socorro e pediu ajuda a uma vizinha, que é técnica de enfermagem.

Segundo a delegada, o padrasto alegou que, neste momento, tentava reanimar a criança. Ao ser interrogado, ele disse que encontrou a menina já agredida e afirmou que nunca bateu na menina.

A Polícia Civil detalhou nesta segunda-feira (17) que a irmã da vítima, uma menina de 5 anos, chamou a mãe no dia 25 de abril para mostrar a criança de 2 anos, que tremia de dor. “Entretanto, com receio de ser presa e acusada de maus-tratos, medo reforçado pelo próprio companheiro, a mulher não prestou socorro à filha e orientou que a babá cuidasse da criança com medicamento para dor”.

Nos últimos meses, a criança apresentava marcas pelo corpo, mas as agressões eram atribuídas à irmã de 5 anos ou a quedas da cama. “A vítima também demonstrava medo e desconforto perto do padrasto”, disse a polícia.

“A mãe confirmou que tinha desconfiança sobre as agressões contra a filha, porém não tinha certeza e não questionou o companheiro diretamente. Levantamentos ainda apontaram que o suspeito xingava as meninas constantemente com termos pejorativos e fazia uso de maconha em casa, na presença das crianças”, disse a polícia.

A prisão preventiva de Emanuel foi decretada no dia 29 de abril e, no dia 30, ele se apresentou à delegacia, onde negou o crime, mas foi preso


Criança foi morar com os avós

A garotinha teve alta do Hospital Municipal de Contagem às 16h do dia 4 de maio e se recupera bem, agora na casa dos avós paternos. O pai biológico recebeu a guarda provisória da filha.

O G1 conversou com o avô da menina na manhã do dia seguinte e ele disse que, assim que a neta teve alta, eles viajaram para a cidade de Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás, a 800 km de Contagem, onde a família do pai dela mora.

“A viagem foi muito tranquila, ficamos preocupados, mas de avião não conseguiríamos. Ela dormiu e se alimentou durante o trajeto, deu tudo certo”, disse o marceneiro, que não será identificado para preservar a identidade da criança.

De acordo com o avô, a garotinha ficou muito agitada quando saiu do hospital e percebeu que estava indo para a casa da mãe. Eles estiveram lá apenas para buscar os documentos da criança antes de partir para Goiás. A mãe não se opôs à viagem, segundo o avô. O G1 não conseguiu contato com ela.

Ele ainda contou que a menina continua passando bem, está se alimentando normalmente e recebendo presentes da vizinhança.

“Ela tomou mamadeira, comeu maçã, está muito feliz e nós também. Estamos felizes. Meus vizinhos deram presentes para ela. Tudo está encaminhando”, contou.

Como denunciar casos de agressão

A Polícia Civil reforça a importância da denúncia sobre casos de violência doméstica e familiar, para que as medidas necessárias de proteção à vítima e de responsabilização do agressor sejam tomadas.

Os registros podem ser feitos na unidade policial mais próxima ou por meio do Disque 100, quando se tratar de fatos envolvendo crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Quando o assunto estiver relacionado com violência contra a mulher, o contato deve ser feito por meio da Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180.

Outra forma de registrar ocorrências do tipo, sem sair de casa, é pela Delegacia Virtual (AQUI) para os casos de ameaça, lesão corporal e vias de fato, além de descumprimento de medida protetiva. Por meio da plataforma digital, as vítimas ainda podem solicitar a medida protetiva enquanto estiverem fazendo o registro.

Fonte: G1 

Fonte Original: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/05/17/padrasto-e-mae-de-crianca-de-2-anos-agredida…



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